(imagens retiradas da internet com intuito de esclarecimento, sem fins lucrativos ou obter vantagens)
Doenças
Como todos
os animais de estimação, os peixes também ficam doentes. Podemos evitar
essas doenças tomando algumas precauções, com as TPA´S nos períodos
corretos, evitando mudanças bruscas de ph e temperatura, além de evitar o
estresse dos moradores do aqua, (um elemento fundamental para a
prevenção).
Existem diversos tipos de doenças, algumas comuns, outras nem tanto, dentre as mais conhecidas podemos citar o Íctio, a Hidropsia, fungos, dentre outras que iremos abordar neste artigo. Uma observação, gostaria de deixar bem claro que sou contra o uso de qualquer produto químico dentro do aquário, acho que eles só devem ser usados em último caso, por isso vou passar métodos de tratamento mostrando o lado natural de cura e em alguns casos o químico, OK!!!!
Existem diversos tipos de doenças, algumas comuns, outras nem tanto, dentre as mais conhecidas podemos citar o Íctio, a Hidropsia, fungos, dentre outras que iremos abordar neste artigo. Uma observação, gostaria de deixar bem claro que sou contra o uso de qualquer produto químico dentro do aquário, acho que eles só devem ser usados em último caso, por isso vou passar métodos de tratamento mostrando o lado natural de cura e em alguns casos o químico, OK!!!!
As doenças em peixes são uma das coisas que
mais afligem aquaristas isto porque, algumas doenças, não são de fácil
detecção causando com isso a perda de um peixe abaixo irei citar algumas
doenças que podem atacar seu peixe.Existem dois tipos as parasitarias e as não
parasitarias vamos ver as duas.
Doenças
Parasitarias
|
Argulose
É causada em geral pelo Argulus foliaceus, um crustáceo parasita de 4 a 5
mm o macho e 7 mm a fêmea. Suas mordidas causam pequenas feridas orladas de
vermelho, quando a fêmea se fixa, em geral na barriga do peixe. O macho vive
livre, na água. Possui 2 ferrões para se fixar no peixe e uma
"tromba" para sugar-lhe o sangue. a fêmea se solta do peixe para
fazer a postura sobre as plantas e paredes do aquário. Mesmo quando o parasita
não é visto, as manchas vermelhas na pele do peixe podem significar os locais
de onde saíram as fêmeas.
Ascite infecciosa(hidropisia)
Causada pelo Aeromonas punctatus, comum nos ciprinideos, mas relativamente
rara nos outros peixes de aquário, principalmente tropicais, muito resistentes
a ela. A mortalidade dos doentes é de 30 a 40%. Produz deformações, úlceras,
ascite(barriga d'água) etc. Na forma generalizada, os doentes ficam
muito inchados (edemaciados) e, por isso, suas escamas ficam muito eriçadas,
chegando a formar um ângulo de 90º em relação ao corpo ou então sob a forma
localizada, com os mesmos sintomas, mas localizadas apenas em algumas partes
do corpo. Cura quase impossível. Tentar com injeções de cloromicetina, 0,1 mg
para 10g de peso vivo; streptomicina, 1 mg para 50g de peso vivo, sulfaminas,
Phenoxethol, 10 a 20 ml de uma solução a 1% por litro, colocada aos poucos,
por 24 horas. Período de incubação: 4 a 8 dias. Isolar o doente e desinfetar
o aquário. Diagnóstico: pelos sintomas ou em laboratórios.
Chondrococcus
Esta doença que ataca os peixes de ornamento é ocasionada por um parasito
denominado CHONDROCOCCUS columnaris. Quase todas as espécies de peixes
tropicais estão sujeitas a esta doença, cujos sintomas são o aparecimento no
corpo de uma crosta aparentando limo ou mofo, por vezes atacando também a boca.
Peixes habituados a água de temperatura relativamente baixa, quando
transferidos para águas de temperatura mais alta são suscetíveis à doença.
Além da formação de uma espécie de limo no corpo do peixe,manchas
branco-azuladas se fazem presentes. Nesta fase a nadadeira caudal aparece
carcomida, bem como as demais. O peixe perde seus movimentos, boqueja e morre ao
cabo de alguns dias, se não for convenientemente tratado. Em algumas espécies
há o aparecimento do anel hiperêmico( superabundância de sangue) na cauda e
às vezes ao redor dos olhos. Os tremores característicos aparecem antes da
doença estar em último estágio. A doença geralmente tem início numa ferida.
Assim, peixes transportados ou colocados em recipientes pequenos e inadequados
têm maiores probabilidades de adquirir a doença. Os que são retirados em
redes ásperas, geralmente, apresentam feridas na boca e descamamento no corpo,
estando nestes casos sujeitos ao ataque da COLUMMNARIS. A terramicina tem sido
usada na proporção de 500 mg para cada 40-50 litros de água, em banho de 24 a
48 horas.Normalmente se consegue o controle da doença em menos de 24 horas, ao
fim das quais a água deve ser trocada. Em casos especialíssimos pode-se trocar
a água após 48 horas. Alguns aquaristas têm utilizado a tripaflavina na
dosagem de 2 mg em 25 L de água, com bons resultados(banhos de 24 horas).
Coccideose ou Eimeriose
É causada por um parasita, um coccídeo, a Eimeria cyprini. Sintomas: olha
fundo, fezes amarelas e o doente nada de cabeça inclinada para baixo.
Tratamento: banho rápido em solução de sal, 20 g para 5 litros de água
Mixobacteriose
Esta doença é ocasionada por bactérias do tipo das MIXO-BACTÉRIAS, isto
é, bactérias que produzem tumor nos tecidos. Os sintomas característicos são
inapetência e aparecimento de filamentos muito finos pelas brânquias(guelras),
semelhantes ao limo ou mofo. Quando infectadas, as brânquias aparecem
congestionadas de um vermelho carregado. A seguir, os filamentos das brânquias
empalidecem nas extremidades. Nesse estágio, normalmente há associação de
fungos, que se espalham por toda a cabeça. Quando atinge essa fase, o
tratamento se torna muito difícil. Na primeira fase da doença, a terramicina
na dose de 500 mg por 40 litros de água é de grande eficácia.O tratamento
deve-se prolongar por 2 semanas, renovando-se a solução cada dois dias.
Dactilogirose (Flukes)
Produzida pelo Dactylogirus, verme parasita de 4 olhos e 2 trombas ligadas
às glândulas que secretam um líquido irritante. Típico das guelras, é mais
perigoso que o Gyrodactylus. O paciente boqueja, suas guelras aumentam, ficam
pálidas, salientes e com as bordas engrossadas,forçando os opérculos a
ficarem entreabertos.O parasita se fixa no peixe por meio de um disco especial e
introduz sua tromba pa sugar-lhe o sangue. Reproduz-se por ovos. No início da
doença, podemos tentar o tratamento com azul metileno, 2 mg por litro de água;
2 ml de formalina a 40% para 10 L de água, banhos de 30 a 45 min, retirando o
peixe, logo que apresente sinais de angústia.Usar aeração durante o
tratamento. Após 3 dias, trocar metade da água. Banho de sal comum, 10 a 15 g
por litro de água, 20 min'ácido acético glacial, 1 parte para 500 partes de
água, repetindo 3 dias depois; formaldeído, banhos de 5 a 10 min. Pouco comum
nos aquários de peixes ornamentais. Quando a infestação é grande, pode haver
destruição do tecido branquial e rutura de vasos, com a morte por asfixia ou
hemorragia.
Ectoparasitose pisciária
Esta parasitose dos peixes ornamentais é causada por um infusório ciliado
denominado Discotricha verticellidae,que se localiza de preferência sobre o
revestimento cutâneo das membranas caudais, dorsais e peitorais. Produzem elas
a destruição das membranas inter-radiais das nadadeiras, provocando com isto a
descoordenação dos movimentos natatórios dos peixes. O parasito protozoário
multiplica-se por cissiparidade longitudinal com divisão do corpo, do núcleo e
do pedúnculo. O infusório dificilmente causará a morte do hospedeiro(peixe).
A elevação da temperatura para 27º C, acompanhada de banho de azul de
metileno, é suficiente para debelar a infestação.
Exoftalmia
Mais comuns peixes de água salgada do que nos de água doce. Pode ser uma
simples inflamação, podendo o peixe curar-se; uma hemorragia dos capilares,
por pressão interna de gás; uma hidropisia etc. Em geral devemos sacrificar o
doente. Pode ser conseqüência de tuberculose ou infecção pelo Pseudomonas
punctatus, embora nem sempre ele seja encontrado nas lesões. Sintomas: 1
ou 2 olhos aumentados, parecendo que vão saltar das órbitas. Os escalares são
muito sujeitos a ela. Tratamento: o mais simples é com o banho de sal durante
36 horas e depois aplicação de um colírio como o Arginol a 5%. Não há
tratamento específico. Baixar a temperatura da água diminui a pressão.
Furunculose
Esta doença é de caráter septicêmico(infeccioso)
e as úlceras aparecem nas zonas mais ricas em vasos capilares. O agente
etiológico causador é uma bactéria gram-negativa, imóvel e não produtora de
esporos, denominada Bactéria Salmonicida, que inquistando-se no peixe destrói
o tecido em redor do ponto de infecção. No início, surgem manchas vermelhas,
dando a impressão de ferimentos, depois há o aparecimento de bolhas de pus e
sangue. A seguir, essas bolhas de abrem , havendo formação de úlceras: o pus
libertado pode contaminar os outros peixes. A sintomatologia apresenta também
escaras do tipo ulceroso no corpo dos peixes, iniciando-se, geralmente, mo
pedúnculo caudal, podendo entretanto ter início em outras partes do corpo.
Como medicação contra a doença têm-se aplicado banhos de terramicina com a
dosagem de 500 mg para 50 L de água, pelo espaço de 24 horas, repetindo-se o
banho dentro de 5 dias, até controlar a doença. Neste caso, os
aquários-hospitais devem ser desinfetados antes de usados novamente, de
preferência com permanganato de potássio.
Girodactilose
Causa: Gyrodactylus, verme cego de 0,5 a 0,8 mm de comp, que tem uma ventosa
na boca e um gancho na cauda, pelo qual se fixa no peixe. Este vai ficando cada
vez mais pálido, a pele produz mais mucosidade e com manchas ou pontos
hemorrágicos também nas nadadeiras. Mesmo quando as guelras não são afetadas
, há respiração acelerada. O peixe fica triste, cansado, com os movimentos
cada vez mais lentos, permanece na superfície e morre. A confirmação da
doença, pode ser feita em laboratório. Tratamento: banhos de 30 min em
formalina, 2 ml de solução a 40% para 10 L de água, morrendo o parasita em
menos de 20 minutos. Boa aeração durante o banho; azul de metileno a 5%, uma
gota por litro de água; 10 a 15 g de sal em 1 litro de água, banhos de 20 min.
As más condições do aquário concorrem para o aparecimento da doença.
Helmintose
Raramente encontramos em nossos aquários peixes com doenças produzidas por
vermes. Isto porque para seu pleno desenvolvimento, os vermes parasitos
necessitam de um hospedeiro intermediário, e, em outra fase, de um outro
hospedeiro, o definitivo, sem o que o ciclo estará interrompido. É o caso dos
aquários, pois neles não existem as condições necessárias. Porém, peixes
provenientes de regiões de climas diferentes e de ecologia distinta, quando
colocados em aquários comunitários, perdem seus vermes parasitos. Vários
helmitos e suas formas larvárias são parasitos cutâneos; outros vivem na
cavidade visceral, órgãos internos e músculos. Os vermes podem ser
ectoparasitos, isto é, vermes que parasitam as nadadeiras, dermes e tecidos e
endoparasitos, isto é, vermes que parasitam os órgãos internos do peixes. Os
trematódeos(vermes parasitos munidos de ventosas) e os turbelários(vermes sem
ventosas, de vida livre e corpo ciliado) são os mais conhecidos dos
aquariólogos
íctio
É a mais temida pelos aquaristas, a mais comum e perigosa, liquidando todos
os peixes, se não for combatida a tempo. A falta de luz concorre para que
apareça, porque diminui a resistência dos peixes, pela queda do teor de
oxigênio da água e diminuição de microrganismos que lhes servem de
alimentos, bem como mudanças bruscas de temperatura. Sintomas: grande
numero de pontinhos brancos e redondos do tamanho da cabeça de alfinete (0,5 a
1 mm de diâmetro) no corpo e nadadeiras, ficando o peixe todo salpicado de
branco; muita coceira causada pelos parasitas; o peixe se esfrega em tudo o que
encontra, para se coçar (pedras, cama etc). Sintomas: movimentos
diminuídos; fecham as nadadeiras; ficam parados e deitados no fundo. Pode
apresentar uma placa que em poucos dias se desprende, vai ao fundo, se rompe e
solta centenas de parasitas que vão infestar outros peixes. Quando o parasita
está "maduro", os pontos brancos debaixo da pele ou nas guelras se
rompem, soltando de 600 a 1.200 esporos que vão infestar outros peixes,
morrendo na água, em 2 ou 3 dias, quando não os encontram. Na água são mais
fáceis de serem combatidos. Diagnóstico: a olho nu, pela observação direta
dos quistos. Quarentena: 2 a 4 semanas para peixes tropicais e 4 a 8 para os de
água fria.O Ichthyophthirius multifilis, parasita unicelular que a produz, aparece ao microscópio como um núcleo escuro em forma de ferradura e com um movimento giratório característico, com o Oodinium.A pele se irrita e reage, envolvendo o germe com uma camada celular(pele). Alimenta-se de sangue, causando uma anemia cada vez mais profunda e a morte. Quando ataca as guelras , o peixe morre por asfixia.
Acontece que às vezes o parasita desaparece espontaneamente do aquário, mas reaparece quando um peixe novo é ai colocado, mesmo que esteja sadio. É doença essencialmente de peixes de água doce, morrendo o parasita em água salgada. Há um Ichtyyophthirius de água salgada. Elevar a água a 30 º C durante vários dias, trocando o peixe de aquário, é um meio de combater essa doença. Tratamento: água salgada; azul de metileno, 0,8 a 1 ml de solução a 1% para 5 L de água, repetindo o banho 1 ou 2 vezes; atebrina, 300 ml para 300 L de água (afeta a fertilidade), trocando a água após o tratamento; sulfato de cobre 0,8 a 1 ml para 11 de água, até a cura, trocando 3/4 da água e rigorosa limpeza do aquário, eliminando toadas as algas; hidrocloreto de quinino( não mata as bactérias), 12,5 ml para 5L, trocando a água a cada 2 ou 3 dias; tripaflavina dá bons resultados. Os banhos devem ser dados a 16 ou 20ºC para peixes de água fria e de 21 a 27ºC ou mais para os tropicais.
Ictiofonose
Muito espalhada, de diagnóstico difícil, é produzida pelo Ichthyophonus
hoferi, parasita medindo 5 a 20 micra de diâmetro. Transmite-se por esporos,
através de alimentos contaminados por esse germe que se desenvolve no estômago
e intestinos, sendo eliminados pelas fezes. Alguns perfuram a parede do
intestino e são levados pelo sangue para diversos órgãos como o coração,
fígado etc, onde ficam sob a forma de pequenos nódulos pardos ou pretos.
Quando eles se rompem, os órgãos são atacados e o peixe morre. Ela só
aparece quando o parasita é levado por alimentos, materiais ou peixes
contaminados, mas as más condições da água facilitam sua difusão. Os peixes
a transmitem uns aos outros através de feridas e abscessos ou pela ingestão de
peixes mortos por ela. No estômago, o quisto se rompe, soltando as larvas
infestantes. Sintomas: os primeiros são difíceis de serem identificados, são
muito variados e podem ser perda de apetite;entorpecimento; olhos saltados,
nadadeiras dobradas; peixe escondido a maior parte do tempo; vem instabilidade
para nadar e movimentos estranhos; fica no fundo, com a barriga inchada e todo
inchado(edemaciado);pele e escamas ficam como que vidradas; o doente vira sobre
o seu eixo e fica balançando;formam-se às vezes, placas ou ulcerações na
pele; emagrecimento; pele desbota; nadadeiras perdem pedaços; boca sempre
aberta. O doente às vezes só morre após 6 meses. O peixe deve ser
sacrificado, porque não tem cura.
Lepidortose
É infecto-contagiosa, produzida pelo Bacterium lepidorthosae, pelo Vibro
anguillarum e outros, segundo alguns autores. Ataca peixes tropicais. Sintomas:
perda de escamas por todo o corpo e mais no dorso; movimentos cada vez mais
lentos; respiração acelerada e a cauda vai ficando paralisada. O doente fica
na superfície, perde a nocão de fuga e morre em mais de 80% dos casos, quando
não há tratamento. Os peixes sadios são portadores a a transmissão é direta
ou indireta, pela água contaminada. Dura 3 a 4 semanas. Tratamento:
sulfanilamida, cloromicetina e phenoxethol. Retirar os doentes e mortos e
desinfetar o aquário.
Mixobacteriose
Esta doença é ocasionada por bactérias do tipo das MIXO-BACTÉRIAS, isto
é, bactérias que produzem tumor nos tecidos. Os sintomas característicos são
inapetência e aparecimento de filamentos muito finos pelas brânquias(guelras),
semelhantes ao limo ou mofo. Quando infectadas, as brânquias aparecem
congestionadas de um vermelho carregado. A seguir, os filamentos das brânquias
empalidecem nas extremidades. Nesse estágio, normalmente há associação de
fungos, que se espalham por toda a cabeça. Quando atinge essa fase, o
tratamento se torna muito difícil. Na primeira fase da doença, a terramicina
na dose de 500 mg por 40 litros de água é de grande eficácia.O tratamento
deve-se prolongar por 2 semanas, renovando-se a solução cada dois dias.
Necrose das nadadeiras
Várias causas podem provocar esta enfermidade nos peixes de aquário, sendo
as principais: necrose das nadadeiras produzidas por bactérias de gênero
PSEUDOMONAS, possuidoras de flagelos, ou por fungos (cogumelos) inespecíficos.
Esta doença só aparece quando os peixes estão com suas defesas orgânicas
debilitadas, sendo, então, atacados pelos parasitos. Água muito ácida ajuda a
tornar os peixes presas da doença, principalmente as Molinesias, quando
colocadas em água de pH abaixo de 7º . Outras espécies sujeitas a esta
doença são os Barbus, os Néons-tetra, os Cardinales, as Colisa lalia, os
Trichogaster e alguns caracídeos do gênero Hemigrammus. Também a baixa
temperatura para peixes de águas tropicais propicia condições para a doença.
Na terapêutica desta doença, os banhos têm sido empregados com algum sucesso,
usando-se a triflavina(1 grama em cada 100 L) ou a sulfanilamida( 1 grama em 10
L). O fenoxetol, em uma solução-mãe 1 1% em volume, é usado em 10 cm3 por
litro de água. Recomenda-se o uso de terramicina, 500 mg para cada 20 L de
água e 10 gotas de azul-metileno a 5%. Estas dosagens não constituem perigo
para os peixes e não produzem danos em seus órgãos reprodutores, não lhes
causando portando esterilidade
Octomicose
Quando o peixe emagrece muito, não sendo por fome, podemos pensar em
tuberculose e depois em octomicose, produzida por um flagelado que vive em seus
órgãos internos, o Octomitus. Ataca os peixes vivíparos, o Cichlasoma, o
Discus, o Heterandia, o Scalare etc. Usar tripaflavina ou calomelano na dose de
2 g para 1 k de alimentos, durante 4 dias
Oodinose
É produzida pelo Oodinium pilularis, sendo conhecida por "doença de
veludo" porque, quando a infestação é muito grande, cobrindo uma grande
extensão dá, à pele, o aspecto de um veludo cinza-pardacento. Aparecem
nódulos sobre a pele e deslocamento de escamas. O peixe sente muita coceira, se
esfrega em tudo o que encontra, para se coçar, emagrece e morre em 2 semanas ou
um pouco mais. Raramente ataca os vivíparos, mas o faz com os Barbus, Colisas,
Hiphessobrycon, Nannostomus, B.panchax, Platy, Poecilus, Aphyosemion, Rasbora,Tanichthys,
Xiphophorus e mesmo os dourados. Tratamento: à base de cobre; banhos demorados
de tripaflavina, elevação da temperatura a 30º C e escurecimento total do
ambiente; tentar 2 gotas de azul de metileno a 5% para 5 L de água,durante 5
dias,com um intervalo de 3, trocar a água e repetir a dose. Retirar as plantas
e todos os objetos do aquário.
Pilulariose
Esta enfermidade pisciária é transmitida por um parasito patogênico
conhecido cientificamente por OODINIUM pillularis.Seus sintomas são nódulos
sobre a pele dos peixes e deslocamento das escamas. Quando atacados, os peixes
se roçam contra as pedras e a areia para livrar-se das picadas dos parasitos,
morrendo no transcurso de duas semanas, se não forem convenientemente tratados.
Esta doença é de cura dificílima, e, na sua terapêutica, têm sido
empregadas moedas de cobre ou arame de cobre contra o OODINIUM. Os sais de cobre
matam os parasitos, porém são altamente tóxicos para os peixes. Por isso eles
terão que ser empregados em doses absolutamente certas e por tempo curto.
Banhos de tripaflavina de grande duração e a elevação da temperatura da
água do aquário-hospital para 30ºC, bem como o obscurecimento total do
aquário são recomendados por vários autores. A ausência de luz no aquário
evita que o parasito(autotrófico) consiga sintetizar os alimentos de que
necessita através da fotossíntese. O azul de metileno a 5% (2 gotas para 5
litros de água), tem sido usado no combate a esta infecção. Os banhos devem
ser aplicados sempre no aquário-hospital, desprovido de plantas, pedras,
adornos, etc. O tratamento deve ser feito durante 5 dias. Após três dias de
descanso, reinicia-se novo banho por outro período de cinco dias.
Plistoforose
É produzida pelo Plistophora hyphessobryconis (esporozoário). Ataca
principalmente os neons tetra e outros peixes como os paulistinhas, o espada, o
engraçadinho etc. Sintomas: perda de apetite, nada sem parar, inclusive à
noite; fica muito agoniado, nada em posição anormal (oblíqua); apresenta
descoloração, como nos casos do neon tetra e do cardinal, nos quais começa
como manchas que se estendem até atingir sua faixa fosforescente; fica separado
do cardume; emagrece, ficando desbarrigado; há endurecimento e destruição dos
tecidos. Ataca os rins. Não há tratamento específico. Tentar banho em
solução de 2,5g de euflavina ou 2g de azul de metileno para 100 L de água,
durante 15 dias. Pode ser tentado também o formaldeído. A cura é difícil.
Quilodonelose
Esta doença parasitária tem como agente causal o CHILODONELLA cypprini
Moroff, que mede cerca de 60 micra* de comprimento por 45 micra de largura. Sua
forma é oval. Este parasito ciliado, que produz opacidade branco azulada,
parece alimentar-se de células epidérmicas destruídas e de células do
epitélio branquial dos peixes. Os indivíduos infestados nadam e respiram com
dificuldade, roçando-se contra o fundo de areia a fim de livrar-se dos
parasitos. Este parasito se transmite por contágio direto de peixe a peixe. Se
o peixe morre, a CHILODONELLA abandona-o rapidamente. Este ciliado parasita pele
e tecidos, portando é um ectoparasito puro, sendo considerado parasito da
debilidade. Sua multiplicação é imensa e ataca somente peixes débeis. A
melhor terapêutica contra o CHILODONELLA é um banho de tripaflavina, pelo
espaço de tempo de 24 horas, elevando-se a temperatura da água para 28ºC. Com
esta medicação, o parasito morre ao cabo de 10 horas.*O mícron ou micro é a milésima parte do milímetro.
Saprolegniose
Esta doença parasitária é a inimiga nº 2 dos aquariólogos. Depois do
ICHTHYOPHTHIRIUS multifiliis(ïcitio) é a que causa maior número de mortes
entre os peixes ornamentais de aquário.Ë conhecida popularmente como mofo dos
peixes ou bolor dos peixes. Seu agente infeccioso é a SAPROLEGNIA achlya e sua
propagação é muito rápida por ser muito contagiosa. Segundo Sterba, os
peixes mais suscetíveis à doença são os que possuem nadadeiras de porte
grande no sentido longitudinal. Geralmente, a doença se apresenta quando a
temperatura da água é baixa, particularmente quando os peixes apresentam
feridas em seu corpo devido a cortes em pedras pontiagudas ou arestas, brigas
entre si, ou deslocamento das escamas ao serem apanhados em redes inadequadas.
Os fungos atacam a pele, as brânquias,a boca, as nadadeiras,os olhos, bem como
as posturas. A SAPROLEGNIA se propaga através de esporos. Peixes sadios não
estão sujeitos ao ataque destes protozoários ciliados, que vivem nos aquários
em vida livre, como plancto. No combate a esta doença tem-se usado como
terapêutica o permanganato de potássio ( 1 grama em 100 litros de água) em
banho de duração de 1 hora. A tripaflavina é outra droga que tem sido
empregada com resultados excelente (1 grama em 100 litros) em banho de 48 horas.
Alguns autores e aquariófilos recomendam um tratamento na base de aurecomicina
(10 mg por litro). As feridas e partes infestadas podem ser tratadas com
pinceladas de uma solução de azul de metileno a 5% ou solução de mercúrio
cromo a 1%. Pode-se usar também tintura de merthiolate, solução a 2% para
cada 8 litros, até 4 vezes. Para evitar esta parasitose deve-se trazer os
aquários em perfeitas condições de higiene, sinfonando-os periodicamente, a
fim de neles não acumular matéria orgânica em decomposição. Pedras com
arestas e pontiagudas não devem ser colocadas nos aquários, porque poderão
cortar os peixes, propiciando, então, o ataque dos parasitos nos tecidos
feridos.
Trematódeos
Estes vermes parasitos, transmitidos pelo Tubifex, se localizam na pele e nas
brânquias (guelras) dos peixes, sugando-os através de uma ventosa. Para se
fixarem nos peixes, os trematódeos, servem-se de ganchos característicos. Em
suas formas larvárias, eles são encontrados na pele, músculos, olhos,
brânquias, sangue e outros órgãos dos peixes parasitados.. O grupo dos
MONOGENËSICOS é formado por ectoparasitos dos tegumentos ( pele que cobre o
animal) e das brânquias. O parasito possui um ou vários ganchos de fixação.
Seu desenvolvimento se dá diretamente no hospedeiro. Nas formas larvárias
nadam livremente, buscando um hospedeiro para poder viver. Contra esta praga os
aquaristas usam banhos de tripaflavina ( 2 mg para 25 litros de água) em peixes
infestados. Como medida preventiva devemos desinfetar plantas aquáticas,
recentemente adquiridas com solução débil de permanganato de potássio, a fim
de que elas não veiculem estes vermes para os aquários
Tricodiníase
Esta doença parasitária é muito parecida com a CHILODONELLA. Seu agente
patogênico é um cilióforo (protozoário provido de cílios), muito comum nos
aquários, o TRICHODINA domerguei, que só ataca os peixes quando eles se
encontram em precárias condições de saúde, portando quando debilitados. Sua
terapêutica é idêntica à empregada no combate à QUILODONELOSE, isto é,
banho de tripaflavina (2 mg por 10 litros) pelo espaço de tempo de 24 horas,
elevando-se a temperatura da água para 28ºC.
Tripanoplasmose
Estes protozoários - Trypanoplasma - parasitam o peixe através da corrente
sanguínea do animal e são transmitidos de um peixe a outro pelas picadas das
sanguessugas, seus vetores, do mesmo modo que o parasito humano é transmitido
pela mosca tsé-tsé e outros insetos. Dai a importância da profilaxia nas
plantas aquáticas com o propósito de evitarmos que elas transportem
sanguessugas para nossos aquários. O sintoma da doença no peixe é semelhante
ao da <doença do sono> no homem. Os peixes atacados apresentam um estado
letárgico, isto é, ficam sem movimentos, enfraquecem e morrem de inanição.
Esta doença geralmente é incurável. Alguns aquariólogos têm usado certos
compostos de arsênico como terapêutica. Há três espécies dêsse agente,
Trypanoplasma bancrofti, T.carassi e T.chagesi
Tuberculose Pisciária
Esta doença é muito grave e seu agente causal é o MYXOSOMA celebrais, que
produz deformação óssea nos peixes. Descoberta por Bataillon Dubard e Ferré,
em 1897. O animal apresenta, durante a primeira fase da doença, movimentos
rotatórios ao nadar, em seguida começa a emagrecer na parte superior do corpo,
logo após a cabeça. Nesta fase, o peixe emagrece bastante. Embora não haja
cura para a tuberculose pisciária, esta doença é muito pouco comum nos
chamados peixes de ornamento. Novas drogas têm sido empregadas no combate a
esta doença, tais como: estreptomicina, cortizona e outras mais utilizadas na
cura da tuberculose humana, mas sem resultados positivos| Doenças não parasitarias |
Acidose
Significa baixa do ph da água para 5,5 ou menos. Esse limites são para
peixes que exigem pH mais elevado, neutro ou alcalino. Sintomas: eriçamento das
escamas e nadadeiras fechadas.O peixe fica nadando em voltas, girando sobre si
mesmo, vêm os tremores e ele morre, se não for corrigido o pH.
Alcalose
Pode provocar o apodrecimento das nadadeiras e ocorre quando o pH da água
vai a 8 ou 9, principalmente quando ela é mole. Muita planta e muita luz
concorrem para o seu aparecimento. Quando as condições da água São as
citadas, o bicarbonato de cálcio se transforma em carbonato de cálcio
insolúvel que ataca as guelras e as nadadeiras, produzindo o seu desfiamento.
Provoca, também, a opacidade da pele. Corrigindo o pH, o problema desaparece.
Anoxia e Hipoxia
As necessidades de oxigênio dissolvido na água são diferentes para cada
espécie de peixe ornamental, porém 4 a 8 cm3 por litro é uma taxa muito boa
para o aquário comunitário. A falta de oxigênio também é causa de grande
mortandade, em aquários superpovoados e desprovidos de aerização artificial,
concorrendo também o material em putrefação, depositado no fundo do viveiro e
proveniente de excesso de alimentação, atuando como consumidor de oxigênio,
pelo ciclo da oxidação. Por outro lado, a temperatura alta da água, acima de
20ºC, favorece a consumação do oxigênio, pelo aceleramento dos processos de
oxidação do aquário. Quando há carência de oxigênio, os peixes nadam na
superfície da água como que procurando engolir o ar existente na atmosfera,
conseqüentemente se asfixiam porque seu aparelho respiratório foi feito para
retirar o oxigênio existente na água e não no ar.A falta total de oxigênio
denomina-se anoxia e é mortal para os peixes, e uma quantidade
insuficiente de oxigênio hopoxia, e, neste estado, os peixes parecem
encontrar-se bem, porém estas concentrações de oxigênio, próximas ao limite
mínimo, debilitam as fôrças naturais dos indivíduos, tornando-os prêsas
fáceis de diversas doenças. Daí concluir-se ser fundamental importância a
concentração de oxigênio na água dos aquários. Uma concentração de 4 a 8
cm3 de oxigênio por litro é o suficiente para a maioria dos peixes
ornamentais. Quando desejamos aumentar o teor de oxigênio de nossos aquários,
utilizamo-nos da aerização artificial ou renovamos parte da água do mesmo,
por água descansada e na mesma temperatura.
Bócio pisciário
Os peixes estão sujeitos a doenças não infecciosas como no caso do Bócio
pisciário, que tem como causa a falta de iodo em certas águas.Seus sintomas se
manifestam por uma linha ou ponto vermelho sobre a boca e sobre o segundo par de
arcos branquiais. Contra esta doença carencial, basta adicionar pequenas gotas
de iodo na água em que vivem os peixes, bem como em sua alimentação. Os
crustáceos marinhos são ricos em iodo, e se constituem em ótima alimentação
para peixes atacados de Bócio.
Catarata
Esta doença do globo ocular tem como causa distúrbios orgânicos e pode ser
tratada aplicando-se no olho do peixe uma solução de iodo ( 1 parte) e 9 de
glicerina. Em seguida, banhar o olho com uma solução de ácido bórico e por
último pingar sobre os olhos duas gotas de protargol ou colargol a 1%,
utilizando-se um conta-gotas para a operação.
Cloro
Um aumento de concentração usual de cloro, de 0,2 mg/litro a 0,4 mg/litro
ou mais, mata os peixes ornamentais, se sobre eles atua durante longo tempo.
Ataca as brânquias, produzindo palidez e destroe o tecido epitelial das
mesmas(tecido respiratório). A ação tóxica atinge todo o corpo do peixe. O
cloro é um tóxico de ação lenta que persiste por longo tempo em águas
frias. Por isso devemos usar aerização nos aquários novos a fim de expulsar
este gás tóxico para a superfície.
Compostos nitrogenados
Os compostos nitrogenados se originam nos aquários devido aos restos de
alimentos e plantas em decomposição e excrementos dos peixes e dos caramujos
aquáticos. É o produto da desintegração das proteínas. Os compostos
nitrogenados mais importantes são : amoníaco, nitritos, nitratos e uréia.
Congestão ou inflamação das nadadeiras
Elas ficam congestionadas (vermelhas) devido á maior quantidade de sangue
nelas existentes. Suas causas são, em geral, temperatura inadequada,
esfriamentos ou superalimentação. Tratamento: banhos de permanganato de
potássio, 1 g para 100 l de água ou de água salgada, 1 g de sal para 1 litro
de água, durante 3 min.
Constipação ou prisão de ventre
Sintomas: perda de apetite, apatia, gases saindo do ânus, fezes duras e
compridas como filamentos pendurados no peixe e por ele sendo arrastadas, quando
nada; ventre aumentado, ficando ele com a barriga grande. Causas: defeitos de
alimentação, principalmente quando dados alimentos secos e enquitréias.
Alimentação variada e com alimentos vivos como minhocas, larvas de mosquitos
etc, evita o seu aparecimento. Tratamento: dar óleo de rícino ou outro laxante
especial vendido no comércio , como o agar-agar, sal de Epson etc. Podemos
dá-los por via oral (boca), embebidos em alimentos secos ou sob a forma de
clister, por via anal. Deixas o peixe jejuar alguns dias e depois dar-lhe ao
alimentos vivos já mencionados, exceto minhocas brancas, porque provocam
constipação
Prostação nervosa
Quando atacado por prostação nervosa, o peixe torna-se tímido,
afastando-se do cardume, recusa alimentos e procura o fundo do aquário. Esta
doença provocada pelas más condições existentes no aquário, que seja por
falta de reposição parcial da água semanalmente, quer seja pela reposição
de água muito fria. Outro fator que concorre para essa anormalidade é a
modificação química da composição da água pelo uso de medicamentos etc. O
melhor processo para reequilibrar o aquário é trocar 1/3 da água do mesmo,
utilizando água decantada(velha, em repouso) na mesma temperatura da existente
no aquário.
Raquitismo
O raquitismo é uma doença degenerativa, produzida por transtorno do
metabolismo da vitamina D.Esta doença não é curável, levando o peixe à
morte pelo enfraquecimento orgânico.
Resfriado
A mudança brusca de temperatura da água de um aquário para outro pode dar
causa ao resfriado dos peixes.Quando transportados de aquários com temperatura
mais alta, devido ao aquecimento feito por aquecedores ligados a termostatos,
para águas sem aquecimento, (choque térmico) portanto de temperaturas mais
baixa, estamos concorrendo para que eles se resfriem. Os sintomas do resfriado
são: a) perda da estabilidade por acharem suas bexigas natatórias afetadas,
cambaleando de um lado para outro: b) vermelhidão excessiva das brânquias: c)
empalidecimento de suas cores: d) permanência com a boca aberta na superfície
da água: e) perda de apetite. Peixes que apresentam os sintomas acima descritos
estão provavelmente atacados por resfriado: nesta caso, a melhor maneira de
curá-los é colocá-los em um aquário de lºC até atingirmos a casa dos
27ºC. O resfriado é também conhecido popularmente como tremores dos peixes,
<<shimmy>> dos peixes, que se caracteriza pela maneira de nadar
sacudindo o corpo.É, geralmente, o primeiro passo para contrair íctio. As
maiores vítimas dos resfriados são os Pecilídeos, por necessitarem de
temperatura por volta dos 25ºC para o seu bem-estar. A alimentação
inadequada, aliada à baixa temperatura da água, provoca nas molinésias a
conhecida <<tremedeira>> devido às condições mesológicas. Essas
espécies são vegetarianas, necessitam de verduras devido ao seu aparelho
digestivo e , se lhe dermos alimentos secos, ricos em farináceos, estaremos
predispondo-as à tremedeira.
Transtornos metabólicos
Um dos fatores de importância capital em aquariologia é a alimentação
racional fisiològicamente equilibrada. Assim, a vivacidade, o avivamento do
colorido, o crescimento e a estrutura óssea estão condicionados a uma
alimentação correta. De forma geral, por metabolismo entendermos a absorção
de alimentos, sua decomposição e reestruturação dentro do organismo, bem
como a eliminação de determinados produtos finais(dejetos). Quando a
alimentação é inadequada os peixes poderão sofrer uma série de transtornos,
tais como: perturbações metabólicas por alimentação e carências
vitamínicos; de atividade fermentativa; hormonais de metabolismo; hereditárias
do metabolismo e, finalmente, alterações metabólicas causadas por agentes
patogênicos.
Transtornos térmicos
As mudanças bruscas de temperatura da água dos aquários acarretam a morte
dos peixes ornamentais, pelo choque térmico, principalmente os de porte
pequeno. De um modo geral, a oscilação térmica suportável pelos peixes é da
ordem de mais ou menos 2ºC, quando a mudança de ambiente é imediata, e de
mais ou menos 12ºC, quando feita gradativamente, isto é, acompanhada a
temperatura das estações do ano.
Doenças da bexiga natatória
Sintomas: anormalidades no nadar, pois o peixe fica com a cabeça caída para
baixo e para a frente,não consegue ficar nivelado e tem dificuldade para subir
à tona, permanecendo às vezes no fundo ou então na superfície, de barriga
para cima. Sua causa em geral é alimentar, devido a uma alimentação
deficiente e não variada. Basta que seja corrigida a alimentação para os
sintomas desaparecerem. Pode ter outras causas como uma paralisia da própria
bexiga natatória, por mudança brusca ou acentuada da temperatura. Neste caso,
baixamos o nível da água no máximo e vezes a altura do peixe na sua posição
normal, pois sendo obrigado a permanecer no fundo, deixa absorver ar, aumentando
suas probabilidades de cura, já bem grandes. Degeneração da bexiga
natatória, sintoma de doença infecciosa como a ascite( pelo Ichthyophonus)
são outras causas como produção de gases intestinais (mesmo tratamento que
para a constipação). Não é mortal e o peixe pode viver muito tempo. Boa
alimentação e controle da temperatura a evitam. Não há tratamento
específico.
Doença das borbulhas
Causas: super aeração da água ou aumento da sua pressão gasosa sobre o
peixe, fazendo com que os gases que seriam por ele eliminados, se acumulem
debaixo da pele, podendo até matá-lo. Uma boa aeração ou a troca, mesmo que
parcial, da água, resolvem o problema
Hemorroídes pisciária
Esta doença é sempre uma conseqüência da prisão de ventre, contraída
pelos peixes devido a uma alimentação inadequada. Quando atacados de
hemorróides, os peixes apresentam o ânus avermelhado com saída do conteúdo
intestinal mucoso proveniente de alimentação errada, na base de um só tipo de
alimento seco.Às vezes, aparece um tipo de icterícia, provocado pela ingestão
de larvas vermelhas de CHIRONOMUS ou de TUBIFEX não lavados convenientemente.
Neste caso deve-se suspender a comida viva durante uma semana. Só então
recomeçar, pouco a pouco, a oferecer alimentos vivos.
Choque
É um acidente comum em peixes recém-capturados ou quando são transferidos
de aquários com diferentes temperaturas (choque térmico). Quando intenso, pode
ser fatal. Sintomas: aceleração dos movimentos respiratórios, o peixe nada
com as nadadeiras dobradas e se esconde pelos cantos ou tocas.Quando se assusta,
foge apavorado. Tratamento: separar o peixe em outro aquário, deixá-lo bem
quieto, dar-lhe um abrigo e iluminar o aquário, quando necessário
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